Inês Torcato is steadily becoming a well-known name in Portuguese fashion. After multiple prizes in recent years and a pop-up under the direction of BLOOM - Portugal Fashion presented in Wrong Weather Life in 2018, the designer has now created for ss19 an exclusive capsule collection for Wrong Weather.

The creation for this capsule is based on a text exert by the Portuguese author Regina Guimarães. In the text, the author analyses the scholar meaning of fashion and how has evolved in the last decades: the social tendencies, the creation techniques, the trendsetters and the followers of trends. This is her personal experience and view of a world that can look saturated at first glance, but with the right guidance and curiosity can become a fulfilling discovery.
Inês Torcato takes from this text the literal words, but most importantly, she takes the ideology behind the sentences.
In this capsule collection of four white t-shirts, two sweatshirts, and two hoodies the spotlight is put on the words. The color palette is black and white reinforcing the rideability and mostly staying true to the classic idea of black text over white paper. The designer reinterpreted the textual ideas visually, deconstructing the sentences and rearranging the words by their visual similarities, creating prints that are meant to be more than just graphics.

The Inês Tocato ss19 capsule collection is available exclusively at Wrong Weather.

 

"No dicionário o termo «moda» designa «uso passageiro», e é possível que os criadores da moda se guiem pelo duplo significado da palavra «passageiro». Ela qualifica o que é efémero mas também sugere a condição de viajante. A roupa como reconhecimento da finitude das coisas humanas. A roupa como meio de transporte.

As coisas de vestir, mesmo as novas, mesmo as peças ainda não estreadas no teatro de cada persona, têm uma história – que, no caso da minha parte de modesta participação nesta «colecção-cápsula», remonta aos idos de 80 e muitos, pouco antes da queda do muro de Berlim, quando o Paulo Anciães Monteiro, companheiro da minha amiga Ana Deus, me ensinou a olhar o «fazer moda», o caimento e a textura, a química da cor e as sílabas da silhueta, como para uma escrita sui generis... Foi graças à sua capacidade de imaginar – e logo de «dar a ver» – mais humanidade em trânsito através da roupa, que eu aprendi a olhar para a moda com menos sobranceria.

Porque nesses quase longínquos anos oitenta, estavam em voga os ganhadores, gente medonha. Estilistas, manequins, yuppies e beautiful people pareciam faces equivalentes da mesma moeda. Do meu ponto de vista, herdar roupa e de vestir roupa usada era uma maneira simples de partilhar a segunda pele de outros humanos e, naquele contexto histórico, igualmente uma possibilidade de me tornar mais eu própria e menos um joguete do mercado. O PAM fez-me vislumbrar jogos de sentido subtis, porventura desestabilizadores da «ordem social», na moda que eu tendencialmente desprezava.

Foi a pensar no PAM – professor por vocação, fora ou dentro de uma escola, e conversador impenitente num mundo onde se vai fazendo raro o desejo de missão e transmissão – que pensei em alguns micro-textos para serem usados à flor da pele. Possam as pessoas viajar dentro e fora de si, a bordo destas peças tatuadas de palavras."

Regina Guimarães

 

 

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